Sozinho não

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“Sozinho não” – Encontro Estadual de Projetos de Inclusão Via Papel Artesanal

Programação
Detalhamento do encontro
Formas de inscrição gratuita

::: Programação :::

Sábado 18 de agosto de 2007 das 9h às 17h Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo
Rua dos Andradas 1223 – Porto Alegre – RS

9h00 – Abertura – auditório 4º andar

Apresentação de experiências consagradas, recentes e emergentes
CrêSer – Cooperativa de Pais e Filhos Especiais
Fábrica da Inclusão (PPG Engenharia de Produção – UFRGS)
Incubadora de Empreendimentos Populares Querência do Bugio (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões – Campus Santiago)
Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica (PGDR – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Oficina de Saúde e Trabalho GerAção POA (Secretaria Municipal de Saúde – PMPA)
Papel Expalha Arroz (Colégio Estadual Agrícola Daniel de Oliveira Paiva – Cachoeirinha)
Projeto Reciclar (Banrisul)
Reciclando pela Vida (Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio – PMPA)
Reciclar é Vida (Fundação Universidade do Rio Grande)
Usina do Papel (Secretaria Municipal da Cultura – PMPA)

Visita à Mostra de Produtos no 2º andar

Intervalo para almoço

13h30 Palestra de lançamento dos livros

“História do Papel Artesanal no Brasil” e “Materiais em Artes: manual de manufatura e prática” pela autora Thérèse Hofmann Gatti, Profª do Instituto de Artes –Universidade de Brasília

Chá com autógrafo

Falas temáticas, seguidas de debate

“Inclusão participativa e inclusão produtiva” por Cássia Caliari, Coordenadora do Projeto Dupapel – Universidade Federal de Roraima
“Educação ambiental e conservação do meio-ambiente” por Rumi Kubo, Coordenadora do DESMA – PGDR – UFRGS
“A arte do papel e o papel da arte” por Celina Cabrales, Diretora da Papeloteca Otávio Roth.

::: Detalhamento do encontro :::

As experiências participantes
Os palestrantes
Os livros

:: As experiências participantes

Oficina de Papel Artesanal da Cooperativa CrêSer Pais e Filhos Especiais – Tem como principal objetivo a geração de renda para os cooperativados, que são jovens com idade acima de 21 anos e portadores de necessidades especiais A gestão e manutenção da cooperativa é realizada pelos pais ou familiares responsáveis pelos mesmos.

Fábrica de Inclusão – Projeto com recursos do CNPq da Profª Lia Buarque de Macedo Guimarães do Núcleo de Design e Ergonomia da Engenharia de Produção Universidade Federal do Rio Grande do Sul que desenvolve o desenho de uma fábrica piloto auto-sustentável e inclusiva junto ao Município de Tapes. Investiga, entre outras possibilidades, a de produção de papel a partir da palha de arroz.

Oficina de Saúde e Trabalho GerAção POA – Serviço da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Porto Alegre que, integrando as políticas de saúde mental e do trabalhador, promove ações em saúde, trabalho, educação e inclusão. Em suas oficinas de trabalho integra pessoas que buscam criar novas possibilidades de saúde e inclusão através de empreendimentos solidários. Seus produtos são compromissados com a questão social e ecológica.

Reciclando pela Vida – Somos um grupo de mulheres da região Norte de Porto Alegre que confeccionamos produtos a partir da reciclagem de papéis, adquiridos através de doações. As máquinas e a matéria-prima utilizadas pelo grupo para produzir os seus produtos não comprometem a saúde das pessoas, preservam o meio-ambiente, através da reutilização de recursos já retirados da natureza.

Recilar é Vida – Busca, a partir da separação do lixo produzido na Universidade do Rio Grande, apoiar empreendimentos de reciclagem; incentivar à organização coletiva através da formação de grupos, associações e cooperativas de reciclagem; facilitar um processo educativo de resgate da cidadania, participação social e valorização do trabalho coletivo e autogestionário; promover a educação ambiental junto à comunidade universitária a partir do reaproveitamento dos resíduos sólidos por ela gerados; promover autonomia dos catadores, bem como o incremento na renda dos mesmos e favorecer a participação cidadã pela inserção nos fóruns de Economia Solidária.

Curso para Reciclar é vida – A Papeloteca Otavio Roth realizou em outubro de 2006, em sua sede, curso de atualização para as integrantes do projeto Reciclar é Vida, da Universidade Federal de Rio Grande/RS.

Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica – Vinculado ao curso de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural/ UFRGS (DESMA). Com a ONG Ação Nascente Maquine (ANAMA) desenvolvem o Projeto Samambaia-preta artesanato, que abarca atividades de pesquisa, extensão e intervenção local centrando-se no artesanato como uma fonte de diversificação da renda e melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares, extrativistas e pescadores da Mata Atlântica do RS.

Intercâmbio Papeloteca X Projeto Samambaia Preta – A experiência das artesãs de Maquiné, de produzir artesanato com fibras de bananeira, taboa e outras fibras regionais, foi compartilhada com a Papeloteca Otavio Roth em oficina dia 24 de março às 14:30 na sede da Papeloteca. No fim-de-semana seguinte foi a vez da Papeloteca orientar a vivência de transformar as fibras da bananeira em papel, no município de Maquiné, junto a comunidade atendida pelo projeto Samambaia Preta, com vistas a diversificar a geração de renda e proteger o meio-ambiente.

Programa Reciclar – Consiste no descarte adequado de resíduos gerados nas rotinas operacionais para que sejam reutilizados por usinas de reciclagem, organizações não-governamentais e associações de bairros. Papéis, lâmpadas, pilhas, baterias, disquetes, embalagens plásticas e malotes deixam de ser lixo e se transformam em riqueza para muitas comunidades. Por ter uma visão ecológica ampla, o programa preconiza a educação ambiental, o cuidado com a destinação dos resíduos produzidos e expande a consciência socioambiental entre os colaboradores.

Incubadora de Empreendimentos Populares na Querência do Bugio – Projeto da Universidade Regional Integrada – Campus Santiago no município de São Francisco de Assis, em parceria com o MDS, PNDU e Prefeitura Municipal, construindo caminhos e realizando sonhos a partir da reciclagem.

Geração de renda em Santiago – A Universidade Regional do Alto Uruguai e das Missões (URI – sede Santiago/RS) contratou a Papeloteca Otavio Roth para assessorar na implantação de uma oficina de geração de renda na Incubadora de Empreendimentos Populares Querência do Bugio, que atua junto a mulheres atendidas pelo bolsa-família. Também a capacitação do pessoal responsável está sendo desenvolvida pela Papeloteca.

Papel Expalha Arroz – Projeto de pesquisa desenvolvido em Cachoeirinha no Colégio Agrícola Daniel de Oliveira Paiva em parceria com a Papeloteca Otávio Roth. Visa a produção de um papel artesanal feito exclusivamente da palha do arroz, permitindo um olhar diferenciado do resíduo de produção deste cereal através de exercícios de educação artística e ambiental, com geração de renda para alunos desta escola, e também a publicação do resgate da historia do papel da palha de arroz no Rio Grande do Sul.

Laboratório de Fibras e Papel – Instalado no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Roraima em 2006, foi criado inicialmente com o objetivo de inserir e estimular os acadêmicos do curso de agronomia, para o estudo do uso de fibras naturais na fabricação de papel artesanal. Atualmente é utilizado para execução do Projeto Dupapel.

Dupapel – Projeto de inclusão produtiva de jovens, coordenado pela UFRR em parceria com a Prefeitura Municipal de Boa Vista, conta com o apoio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Social/MDS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/PNUD, implantado em novembro de 2006 no LAFIPEL. Tem como principal objetivo contribuir com a inclusão social de jovens em situação de vulnerabilidade social em Boa Vista, por meio do aprendizado coletivo e da produção de papel artesanal.

Papeloteca em Roraima – A convite da Universidade Federal de Roraima, a Diretora da Papeloteca Otavio Roth ministrou, em novembro de 2006, curso de 40 horas para 55 adolescentes em situação de vulnerabilidade em Boa Vista. O Projeto Dupapel, executado pelo Laboratório de Papel daquela Universidade, tem financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e foi inspirado na experiência da Usina do Papel/ Prefeitura de Porto Alegre, coordenado por Celina Cabrales. Em 2005, a convite do SEBRAE, Celina ministrou curso em Caroebe, interior de Roraima, visando o aproveitamento da bananeira na produção de papel.

Usina do Papel – Constituída em 1992 como projeto permanente da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, com o objetivo de criar e manter um espaço referência para a cidade no âmbito da reciclagem, utilizando o papel como recurso. Responsável pela formação de centenas de multiplicadores nestes 15 anos, hoje sua principal ação é o Papel Social, que tem como objetivo a inclusão pelo trabalho educativo formando jovens artesãos e oficineiros qualificados, criativos e autônomos. Para isso, conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e da Fundação de Assistência Social e Cidadania.

:: Os palestrantes

Thérèse Hofmann Gatti: Mineira de Belo Horizonte, Licenciada em Artes pela Universidade de Brasilia onde aprendeu a fazer papel artesanal em 1986. É professora da Universidade de Brasília desde 1991 sendo responsável pela disciplina Materiais em Artes e coordenadora do Laboratório de Materiais Expressivos e do Laboratório de Papel Artesanal. É mestre em Arte e Tecnologia pela UnB e atualmente conclui seu doutorado no Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB (2007). Tem registro de duas patentes do INPI, uma sobre reciclagem de papel moeda e a outra sobre reciclagem de “bitucas de cigarro”. Ministrou vários cursos de papel artesanal e coordena o Projeto Reciclando Papeis e Vidas de capacitação de egressos do sistema penitenciário. É Diretora Cultural da ABTCP onde atua em comissões técnicas sobre papel artesanal.

Cássia Caliari: Engenheira Agrônoma, Mestre em Agronegócios, professora da UFRR nas áreas de administração e extensão rural. Desde 2001 se dedica ao estudo e prática do papel artesanal. Instrutora de papel artesanal do Sebrae/Roraima apoiou a criação de grupos de artesãos papeleiros no estado. De 2004 à 2006 coordenou um projeto junto a mulheres camponesas, com o objetivo de aproveitar a fibra de bananeira para a produção de papel e tecelagem, que contou com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq. Atualmente coordena as atividades do Projeto Dupapel.

Rumi R. Kubo: Tem formação nas áreas Biologia (UFRGS) e Artes Plásticas (UFRGS), com doutorado em Antropologia Social (UFRGS). Atualmente trabalha no Herbário ICN/ UFRGS. Ligada ao Núcleo DESMA e ong ANAMA, tem buscado abordar a temática ambiental em sua interface com as ciências humanas e biológicas. Seus estudos têm focalizado o uso dos recursos naturais, etnobiologia e etnoecologia e conhecimento e uso da imagem.

Celina Cabrales: Formada em Letras, Especialista em Política e Planejamento Educacional. Idealizou e coordena a Usina do Papel SMC/PMPA desde 1992, e o Projeto Papel Social da Prefeitura de Porto Alegre desde 2001. Por vários anos foi representante para o Mercosul do Clube Latino Americano de Papeleiros-CLAP, e em 2004 passa a colaborar voluntariamente como diretora da Papeloteca Otavio Roth, entidade não-governamental, sem fins lucrativos, dedicada à pesquisa, acervo e difusão do papel artesanal.

:: Os livros

A história do papel artesanal no Brasil – A obra tem como proposta apresentar a história do papel, fazendo um passeio pelo seu desenvolvimento no mundo e no Brasil. Mostra os pioneiros da produção artesanal no século XX responsáveis por sua difusão no Brasil. Apresenta de forma didática como fazer papel artesanal e um glossário de termos técnicos sobre o assunto.
Tem como proposta ampliar as informações sobre o tema papel artesanal servindo tanto para aqueles que tenham interesse profissional no assunto quanto para os iniciantes. De linguagem acessível e didática pretende compartilhar informações incentivando a prática da manufatura do papel artesanal.

Materiais em artes: manual para manufatura – o livro, de autoria da Profª Thérèse Hofmann Gatti, tem como proposta ampliar as possibilidades de acesso a informações que possibilitem a produção dos materiais artesanais utilizados para fins artísticos. Sem a intenção de promover a volta ao passado, ou de abrir mão dos avanços tecnológicos, serve tanto para aqueles que tenham interesse profissional quanto para os iniciantes na produção das artes visuais. Ao apresentar a história das tintas e seus processos produtivos, além da história dos demais materiais necessários à produção plástica, pretende incentivar a prática da manufatura e colaborar para resultados satisfatórios do trabalho daqueles que desejam aventurar-se pelo universo da fabricação artesanal.

Novas Parcerias

Moçambique na Papeloteca

Dia 03 de julho de 2009 a Papeloteca recebeu a visita de Eduarda Cipriano, Diretora da Fundação Desenvolvimento Comunitário FDC, de Moçambique, instituição presidida por Graça Machel, esposa de Nelson Mandela. A FDC desenvolve programas de sustentabilidade aos órfãos da AIDS e uma das ações é a geração de renda pelo artesanato. Capulanas (saias africanas) são produzidas em teares manuais e tingidas naturalmente. Também realizam papelaria em papel de bananeira com tingimentos locais. A capacitação destes artesãos foi feita por brasileiros, e Maria Rita Webster integra a coordenação do projeto. A Papeloteca ofereceu ao público gaúcho os produtos em papel do projeto Maciene, nome da aldeia onde são produzidos, em apoio a este trabalho social. Houve uma exposição de produtos, fotos e vídeo no 3º andar do Centro Cultural Érico Veríssimo, de 03 até 25 de julho de 2009.

Papel Expalha Arroz em comunidades quilombolas

A Papeloteca, juntamente com várias outras instituições, participou nos dia 16 e 17 de maio de 2009, da III Jornada Pedagógica de colheita do Arroz Quilombola, realizada este ano na comunidade de São Miguel dos Pretos em Restinga Seca, RS. A Jornada é promovida pelo NEA – Núcleo de Economias Alternativas da UFRGS e pela ONG Guayí com a finalidade de fortalecer a cultura do arroz oryra glaberrima, de origem africana. Nos anos anteriores a colheita aconteceu em Mostardas e Tavares, e no ano passado também participamos. Nosso objetivo é levar a estas comunidades agrícolas, técnicas de aproveitamento da palha do arroz para a confecção de artesanato.

Promoção & Realização: Patrocínio: Apoio:
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