Sisal

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Originário da Península de Yucatan já era usado pelos Maias (600 aC). Em 1934 chega ao sul da Flórida e segue para a Tanzânia, Indochina, Java e Havaí. Chega ao Brasil em 1903. Em 1937 já se cultivava Agave no Horto Florestal de Porto Alegre.

Pertence a Ordem Liliales Família Agavaceae Gênero Agave Espécie Agave sisalana. O sisal desenvolve-se nas regiões semi-áridas tropicais e sub-tropicais e é muito usado para a fabricação de cordas, tapetes e na tecelagem artística. O sumo e a raiz são usados na medicina popular e na indústria farmacêutica. Outras agaváceas fornecem tequila, pulque (maguey ou octli), álcool e açúcar.

fotosisalO Brasil é o maior produtor mundial com (54%) 234 mil t/ano. A Bahia é o estado mais produtivo com 80% da produção nacional. Valente (BA) é a capital do sisal. Cem municípios e 1 milhão de pessoas vivem do sisal no Brasil. O importante trabalho desenvolvido pela APAEB na região merece ser conhecido e prestigiado (visite o site www.apaeb.com.br).

O papel de sisal é feito com as fibras extraídas artesanalmente das folhas e são fibras fortes, longas, de 3 mm a 7 mm, amareladas e duras. Composição: Lignina 6%, Hemicelulose 8%, Celulose 80%. O papel artesanal é flexivel, resistente, opaco, com presença habitual de fibras longas que resistem ao refino artesanal. É utilizado para luminárias, revestimentos e artigos decorativos. A indústria produz papel dielétrico, papel para cigarro, papel carbono.

fotoagavaceasA pesquisa com o sisal começou na Usina do Gasômetro com a produção de uma exposição didática, Viva las Agaváceas, em 1999 (Pesquisa, exposição, trabalho de arte de Zorávia Bertiol vídeo e cursos sobre o papel artesanal a partir das fibras de sisal), com o apoio da Lwarcel de São Paulo.

fotolwarcelUma visita à fábrica Lwarcel em SP em 2003, a preparação de cursos, apostilas e a continuidade na produção do papel de sisal contribuiram para renovar continuamente nosso interesse e informação.

Em 2005 a pesquisa foi apresentada em exposição e palestra-laboratório no evento Papel-Brasil feito à mão na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Veja mais) e é desenvolvido basicamente por Celina Cabrales, Tânia Ávila Barros e Josmeri Pergher Puhl.

Consta no acervo da Papeloteca:

  • Álbum com fotos do sisal, outras agaváceas e da exposição Viva las Agaváceas;
  • CD com imagens da produção da fibra de sisal, Tanzânia, México etc.;
  • Vídeo de extração artesanal do sisal na Bahia;
  • Polígrafo Curso de Papel de Sisal- Usina do Gasômetro;
  • Objetos criados por Heloisa Franco com papéis produzidos na pesquisa;
  • Trabalho artístico de Tânia Ávila Barros com papéis de sisal;
  • Textos e livros referentes ao sisal, astecas, Tanzânia, etc;
  • Banner com imagens, informações e amostra de papel de sisal;
  • Pasta com amostras de papel artesanal produzidas na pesquisa;
  • Painel com amostras de papel de sisal produzidas pelas pesquisadoras;
  • Painel com papeéis de sisal produzidos por papeleiros brasileiros;
  • Exemplares de papéis industriais a partir do sisal.
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