Bananeira

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A palavra banana é de origem africana mas a planta é de origem asiática, uma das primeiras frutas a serem incorporadas na alimentação humana.

Cultiva-se no vale do Indo desde 300 A. C. teve sua dispersão associada às navegações portuguesas. Na II Guerra Mundial, os Estados Unidos subvencionam seu plantio na América Central.

fotocirceOrdem Scitaminae Família Musaceae Gênero Musa Subgênero Australimusa Espécie Musa textilis Neé e Subgênero Eumusa Espécies Musa sapientum, cultivar prata e Musa cavendishii, cultivar nanica e nanicão.

Produção mundial 64,6 milhões t/ano (FAO 2001)
India 13,9 milhões t/ano
Equador 6,8 milhões t/ano
Brasil 6,3 milhões t/ano (90% consumo interno)

Além da celulose, a planta oferece seus frutos. De suas fibras faz-se artesanato de bolsas, cordas, tapetes, chapéus, cestos, e nas Filipinas, o tecido sinamay. Os resíduos da plantação já foram pesquisados para materiais de construção e indústria automotiva.

fotolwarcelabacaPode-se produzir papel usando o pseudo-caule, as folhas ou o engaço da bananeira. A fibra, de 2 mm a 8 mm, tem por características ser lustrosa, com cor variando de branco ao ocre pálido, resistente, elástica, duradoura e imputrescível na água. Papéis artesanais de bananeira são muito usados em cartonagem, impressão e luminárias. Há interessantes resultados em papel de bananeira para restauro. Da celulose do abacá a indústria produz saquinhos de chá, papel-moeda filipino, papel de seda, papel de embalagem, e capa de embutidos alimentares.

fotomajoseEstamos fazendo vários movimentos de observação, coleta de dados e registros, que iniciaram em 2004. Estivemos na Lwarcel em Lençóis Paulistas, uma empresa que produz celulose da fibra de abacá, e em visita a Manaus no Mercado local; visitamos o sítio dos Melo em Evaristo, distrito de Santo Antônio da Patrulha, onde se encontra parte da Mata Atlântica, e adentramos um bananal, coletando informações para a pesquisa, assim como na 16ª Festa Municipal da Banana, uma festa desta comunidade.

fotocaroebecursoOutro movimento da pesquisa foi em Londrina PR, na Associação de Mulheres do Patrimônio Selva, para ministrar um curso de papel artesanal de fibra de bananeira nesta comunidade que já produzia artesanato com a fibra, e também ministramos um curso a convite do SEBRAE na comunidade de Caroebe, em Roraima, cidade que produz 70% da banana consumida no mercado de Manaus e onde está sendo desenvolvida a APL Bananicultura. O trabalho pioneiro de Cássia Caliari na difusão do papel artesanal em Roraima com o aproveitamento da bananeira já estava dando seus frutos.

Em maio e junho a pesquisa foi apresentada em exposição e palestra-laboratório no evento Papel-Brasil feito à mão na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Veja mais) e em setembro na Feira de Atividades Educativas do Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania DiadeSol.

Pesquisa realizada por Gladis Uzun Fleischmann, Valmor Fleischmann e Celina Cabrales. O vídeo Yes, nós temos banana foi produzido com o apoio de Rogério Fleischmann.

Saiba mais no artigo Yes, nós temos banana

Consta no acervo da Papeloteca:

  • Vídeo Yes, nós temos banana
  • álbum com fotos da bananeira
  • CD com imagens obtidas na pesquisa em Santo Antônio da Patrulha
  • CD com imagens obtidas na pesquisa em Caroebe
  • CD com imagens obtidas na pesquisa em Londrina
  • CD com imagens obtidas na pesquisa no Equador
  • pasta com amostras de papel artesanal produzidas na pesquisa
  • artesanato, amostras variadas de fibras de bananeira
  • objetos criados por Heloisa Franco com papéis produzidos na pesquisa
  • artigos, textos e teses referentes a bananeira
  • banner com imagens, informações e amostra de papel de bananeira
  • painel com amostras de papel de bananeira produzidas pelas pesquisadoras
  • painel com amostras de papel de bananeira produzidas por outros papeleiros brasileiros
  • outros exemplares de papel de bananeira produzidos por papeleiros brasileiros
  • gravuras de Circe Saldanha
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