Amoreira

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fotoamoreiraAs amoreiras são originárias da Ásia e foram introduzidas na Europa em torno do séc. XII. O primeiro papel introduzido no Japão veio da Coréia e era feito de amoreira. A entrecasca da amoreira chinesa plantada no Hawai foi utilizada para fabricar o tapa, proto-papel hoje praticamente extinto.

Pertence a Ordem Urticales Família Moraceae Gênero Morus Espécie Morus alba, Lineu. Dos frutos de sabor adstringente e cor característica, produz-se geléias, sucos e sorvetes. O lenho é claro, apreciado em marcenaria. Das folhas obtém-se chá medicamentoso e alimento para o bicho-da-seda (Bombix mori, Lineu).

fotoentrecascaFazemos papel com a entrecasca dos galhos da amoreira, com ou sem a casca. Suas fibras são longas, brancas e resistentes. As longas fibras do kozo (Broussonetia Kazinoki Sieb, a mais famosa representante das moráceas no mundo do papel) fornecem papéis resistentes e translúcidos, intensamente produzidos no Japão de forma tradicional e hoje também com a participação da indústria. Tem inúmeras aplicações no Oriente: restauro, festas populares, arquitetura, artesanato, impressos, alimentação, artes tradicionais com papel. No Brasil, é usado por artistas plásticos e restauradores.

fotomutacaoEm outubro de 2003 Celina Cabrales realizou uma exposição individual no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, em Porto Alegre, intitulada A Ponto de Mutação, baseada na pesquisa da seda e da amoreira que desenvolvia em seu atelier. Integraram a exposição trabalhos plásticos, livro de artista, edição de luxo e fanzine, feitos todos artesanalmente.

fotolagartasEm novembro de 2003 estivemos em Maringá – PR para conhecer a produção artesanal de seda efetivada na empresa Casulo Feliz, que utiliza casulos refugados pela Cooperativa Cocamar. Visitamos galpões de criação do bicho-da-seda e utilizamos os galhos de amoreira restantes de sua alimentação para testar o aproveitamento da entrecasca na produção artesanal de papel.

Com a intenção de dispor um material didático sobre a confecção de papel artesanal de entrecasca de amoreira, produzimos em 2004 um vídeo no atelier de Ana Leyen. O mesmo foi apresentado na palestra Papéis fora de série II (Veja mais). O vídeo e o material de pesquisa também foram apresentados na exposição e palestra–laboratório Papel Brasil feito à mão (Veja mais).

Participaram deste momento da pesquisa Celina Cabrales, Tânia Ávila Barros, Margarete Beatriz dos Santos, Gladis Uzun Fleischmann e Ana Leyen. Música do vídeo de Guenther Andreas Leyen e filmagem de Rogério Fleischmann.

Consta no acervo da Papeloteca:

  • cópia do vídeo O Papel Artesanal de Amoreira;
  • exemplar do livro de artista, da edição de luxo e fanzine do livro A Ponto de Mutação;
  • obras da exposição A Ponto de Mutação;
  • álbum com fotos da amoreira, da produção industrial e artesanal da seda, etc.;
  • objetos criados por Heloisa Franco com papéis produzidos na pesquisa;
  • CD com imagens obtidas na pesquisa no Paraná;
  • CD com imagens da exposição A Ponto de Mutação;
  • CD com imagens de rota da seda, produção oriental da seda, do papel de kozo, aplicações …;
  • materiais de pesquisa: casulos, fios, tecidos, galhos etc.;
  • pasta com amostras de papel artesanal produzidas na pesquisa;
  • textos e livros referentes a seda e amoreira e papel de entrecasca;
  • banner com imagens, informações e amostra de papel de amoreira;
  • painel com amostras de papel de amoreira produzidas pelas pesquisadoras;
  • exemplares de papel de amoreira produzidos por papeleiros brasileiros;
  • exemplares de papel de amoreira japoneses.
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